Uma Aventura Lego

A força da imaginação e o futuro da criatividade

A Lego é uma marca que construiu a sua própria história inspirando gerações inteiras a construir sonhos com pequenos tijolos de plástico.

Fim da história?

Uma Aventura Lego

Seria, se ela apenas produzisse tijolos de plástico.

Depois de assistir ao episódio O Dia que a Lego Quase Faliu, do Canal Elementar, eu tive um insight.

Aproveito para dar meus parabéns ao Tales, que dirige o canal, e sempre traz temas super interessantes sobre questões marcantes do nosso tempo.

Na infância, eu nunca tive acesso a brinquedos caros, e nem mesmo a videogames.

Na verdade, nunca tive muitos brinquedos. Os pouquíssimos que tive duravam a eternidade de apenas 15 minutos.

Eu não resistia à ansiedade de desmontá-los para saber como e do que eram feitos.

Ou seja, meus pais, depois de me darem uma bronca, prometiam não me dar mais nada só porque eu “quebrava” tudo que ganhava.

Daí, me sobravam itens do dia a dia, espalhados pela casa. Cabe comentar que não era muita coisa.

Enfim, me sobraram os botões do fogão, que eu destacava e usava como naves espaciais, além das cadeiras da cozinha que viravam cruzadores, como os de Star Wars.

Sem imaginação as minhas experiências lúdicas seriam extremamente pobres. Acho que você percebeu, né?

Durante o vídeo sobre a Lego, percebi que, desde o seu nascimento, a empresa fabrica peças de plástico pra a montagem de brinquedos complexos. E durante esses mais de 80 anos, muitos outros brinquedos prontos, além de jogos digitais e videogames foram lançados. E a parte mais interessante foi que na busca da sofisticação de seus produtos ela quase acabou falindo.

A mágica da Lego sempre esteve e sempre estará na criação de oportunidades para adultos e crianças exercitarem a sua imaginação. Seres humanos adoram a ideia de serem “deuses” de seus próprios mundos.

A criatividade humana é viciada em liberdade.

Uma Aventura Lego

A sensação de estar no controle, de muitas formas, nos dá um sentimento de poder. Para além disso, é muito mais inspirador quando podemos participar ativamente da construção de qualquer coisa.

A ideia de peças de plástico que se encaixam é genial, pelo simples fato de que podem ser vistas como células ou unidades básicas que podem compor qualquer lugar ou personagem que a nossa mente puder imaginar.

É esse suspense que nos move na direção do desconhecido.

Quando a Lego percebeu que as novas gerações queriam novidades, mas nutriam em si o mesmo desejo de criação inventivo, baseado em aventuras que elas mesmas queriam criar, acertou em cheio e se tornou uma das marcas mais poderosas do mundo.

Isso porque ela deixou de fabricar peças de plástico e começou a inventar emoções.

Hoje, são filmes e muitos outros produtos que indicam muitas direções possíveis e todas podem ser construídas usando-se peças de plástico que se encaixam, para dar forma ao que está na mente e no coração das pessoas.

Esse é o segredo.

A lição que fica para qualquer pessoa, escola ou empresa é a seguinte: não somos pessoas, escolas ou empresas, somos fábricas de ideias que, quanto mais colaboramos uns com os outros, mais sofisticados são as histórias e as realizações que alcançamos.

Qualquer grupo de pessoas que escolhe trabalhar juntas, trocando ideias, respeitando gerações e diversidade, acreditando que não existe desafio maior que a sua capacidade de superá-lo, vive todas as aventuras possíveis.

Porque as impossíveis são o combustível que move a geração seguinte na transformação da realidade.

Talvez o futuro seja um mundo novo que construímos com pequenos pedaços de sonhos que se encaixam.

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Professor - Pesquisador - Consultor de Criatividade / Professor Researcher - Creativity Advisor.

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William Barter

Professor - Pesquisador - Consultor de Criatividade / Professor Researcher - Creativity Advisor.